sexta-feira, fevereiro 28, 2003

Deixei-me de progressos. Apesar de tudo, ainda consigo manter acesa a esperança. Mas deixei-me de progressos, desisti.
Ontem vi o Nosferatu com música dos Clã ao vivo - no Fórum Lisboa.
Quero viver no campo e em Lisboa, na praia no campo e em Lisboa, em Londres na praia no campo e em Lisboa, em Paris em Londres na praia no campo e em Lisboa, em Roma em Paris em Londres na praia no campo e em Lisboa, etc.

terça-feira, fevereiro 25, 2003

Tanto tempo inactivo. Tanto tempo enfiado na gruta lisboeta que me vejo obrigado a agitar os neurónios à força, numa tentativa de evitar uma morte do tipo Platoon - braços eternamente abertos - mas bem menos gloriosa. Bem, perco-me com facilidade nos cruzamentos... Já para não falar nos semáforos vermelhos que passo. tenho dias em que chego mesmo a auto catalogar-me de asqueroso. Mas esqueçamos isso, até porque são poucos, esses dias...
Ando com um fraquinho por uma miúda. (eu sou assim, mando bombas destas quando menos se espera!) Bombas Bombas! nem eu sei explicar porquê, mas sinto um borbulhar qualquer por ela. Nem sequer é simpática, nem muito bonita quer dizer é bonita mas não muito muito muito bonita, é gira, talvez por não ser nada simpática - eu sempre tive queda por pessoas erradas isso é certo e talvez ainda não tenha conseguido fugir a esse destino mas não interessa, gosto das covinhas que ela faz quando sorri e das sardas e do cabelo preto e das calças arregaçadas e do ar beto - ela é mesmo uma betinha - e do olhar de gozo que ela tem... bem, ela tem quase tudo o que eu teoricamente não gosto... talvez seja por isso mesmo que até já lhe fiz uma compilação, e que me auto coroei Admirador Secreto com projectos de actividades do tipo Amélie Poulin - ainda em estudo, não sei se ela merece o esforço - ainda só falei com ela uma vez.
Gostava de continuar a deixar escorregar os meus segredos, mas tenho de ir mijar na piscina do vizinho.
*JACKASS*

terça-feira, fevereiro 18, 2003

Se tudo no mundo fosse bom como bolo de choclate e doce de framboesa, não me importaria com a chuva.

segunda-feira, fevereiro 10, 2003

Man, i gotta be a DJ!

sexta-feira, fevereiro 07, 2003

Viver neste país é uma tarefa cada vez mais difícil.

Quando é que fomos embalsamados, que não me lembro?

segunda-feira, fevereiro 03, 2003

Passaram alguns dias desde os últimos registos. Passaram-se muitas coisas entretanto; comecei as aulas em Lisboa, visitei o estúdio da Sic no Largo do Rato, cumprimentei a sô dona Fátima Lopes, estive a 10 centímetros do grande Tony Carreira, a 15 de António Chaínho e a 20 da Teresa Guilherme, tive aulas com o Tomás Taveira, fui pela primeira vez ao Pavilhão Chinês - onde paguei 4€ por um chazinho preto, comprei dois pares de calças (logo eu, tão esquisito em calças), uma camisola preta de gola alta - em saldos - e um cd dos GYBE! que não páro de ouvir, passeei pela Baixa, comprei jornais, demorei a sair da cave, olhei para as sardinheiras da casa da Amália, comi sopa e bananas, procurei lugar para estacionar o carro - tantas vezes!, paguei parquímetros, fui de Saldanha ao Rato de metro sem pagar, comi esparguete com o molho de tomate que trouxe num tupperware, vi e pensei em televisão, bebi muito chá de menta, montei uma exposição num bar em Coimbra, fui a um casamento, etc.
O Alexandre casou-se. A Sofia também... casaram os dois, um com o outro. Foi bonito.
É engraçado ver o nosso melhor amigo casar.
Gostava de falar mais sobre isso... E gostava de falar mais sobre tanta coisa e etc, mas hoje não consigo.

Hoje morreu João César Monteiro. E eu sinto-me triste.

domingo, janeiro 26, 2003

Os mares são tão profundos que me perco em navegações superficiais. O sol de hoje não é normal. Segundo a minha mãe; "tanto calor nesta altura não é normal, até faz mal à cabeça!"...
- "ò filho, sai do sol, olha que ainda te constipas!"
- "não..." - eu, sem querer lembrar-me disso.
Páro dois minutos para pensar no mar, para tomar consciência dos antepassados que me navegam no sangue e me puxam para sonhos ancestrais - quero ir, quero largar cordas e partir mar adentro - até praias de sol que não nos faça mal à cabeça...
Não consigo imaginar maior felicidade que navegar.
Nunca pus os pés num barco maior do que os que fazem a travessia "Vila Real de St. António - Ayamonte". - Uma vergonha! Eu com sangue de navegadores a fervilhar nas minhas veias e o máximo de que me posso gabar é de ter andado uma dúzia de vezes em barcos de contar alforrecas, a caminho de caramelos...

Ontem vi um pôr-do-sol daqueles que contados ninguém acredita. As cores do céu são únicas, nem existem - rosa laranja roxo florescente, azul verde marinho branco cinzento. Não é possível estar mais perto da perfeição. Cores arrepiantes flutuando no mar ondulado.
Gostava de ter a quem oferecer flores nestes dias, beber chá nas rochas, andar devagar.
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Bom, é melhor sair do sol - ainda me constipo.